O que é Recreação e Lazer ???


GIULIANO GOMES DE ASSIS PIMENTEL
Centro Universitário de Maringá -CESUMAR
giuliano@cesumar.br

Resumo
Este texto busca incitar o debate sobre a inserção do graduado em Educação Física no mercado do lazer. Para tanto, inicia-se com posições defendidas por participantes de uma lista de discussão sobre a atuação profissional no lazer. Posteriormente, de forma a contribuir ao debate, outras falas surgem: as reflexões do autor e referencial bibliográfico simpático às ações interdisciplinares. Assim sendo, a fonte primeira para o presente texto são representações sociais provenientes de escritos disponibilizados na cev-lazer, no ano de 2002. Percebe-se tendência ao profissional de Educação Física sedimentar-se como um educador do lazer e, também, agente mais qualificado ao desenvolvimento dos interesses do lazer ligados à atividade física orientada. Em outras facetas do lazer se aponta para a necessidade de interação junto a disciplinas acadêmicas afins tanto para produção de conhecimentos quanto à própria eficácia da educação para o lazer.

Para ver artigo completo acesse link abaixo:

http://www.ifma.edu.br/SiteCefet/publicacoes/artigos/revista8.5.1/Giuliano_Lazer.pdf

Achei esse trabalho sobre lazer nos espaços públicos e achei interessante dividir com vocês que acessam esse blog

Link:http://www.cptl.ufms.br/revista-geo/artig_prof_edima.pdf

Veja nosso novo site:

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Abraços

Para todos que querem se manter atualizados seguem essa indicação.

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REPERTÓRIO DE ATIVIDADES LÚDICAS: UMA PROPOSTA VIÁVEL.

 

Prof.Esp. Luiz Antonio Dantas Santos*

 

 

Este repertório de atividades nasceu de uma necessidade de informar aos profissionais e estudantes no curso de turismo, pedagogia, Educação Física, que queiram trabalhar na área do lazer e recreação. Enfim, todos aqueles que estão sempre livres para os velhos e novos conhecimentos na ludicidade turística ou meio escolar.

 

Desse modo, produzir conteúdos, que levem ao conhecimento prático da atividade lúdica, far-se-á necessário o leitor se aprofundar em teóricos sobre o lazer, recreação, atividade turística recreativa, mas tudo que poderá fazer com que, venha “viajar” no mundo da alegria do prazer em aprender os repertórios das atividades lúdicas para qualquer fim em que queira aplicar.

 

 As referencias aqui citadas, são ainda poucas para um trabalho de qualidade a que cada profissional venha aplicar no seu dia a dia. Convém frisar, que estas são de profissionais ligados a área do lazer  em nosso pais.Cabe ao leitor um aprofundamento em outros autores ou mesmos esses  que venha enriquecer  mais o seu conhecimento em livros da área de Educação Física que abordam sobre a recreação, o lazer jogos e brincadeiras.É nestes , que o profissional na área de turismo se embasa para colher conteúdos práticos tendo em vista que existem poucas referenciais  de produção na área do turismo .Aproveite estas pequena apostila para o seu enriquecimento profissional .Para um pequeno esclarecimento,será ideal tecer alguns comentários sobre animação turística, o perfil de animador. Como produzir atividades recreativas e outros fatores com que venha enriquecer no campo turístico a nível recreativo.

 

Afinal, o que é animação turística?

Segundo Barbosa (2004), animação turística é qualquer modalidade social, cultural e recreativa /esportiva que é um conjunto de programas elaborados com a finalidade de humanizar uma viagem, fazendo com que o turista se integre nela e participe ativamente… É um tempo dedicado ao divertimento e á descontração, forma salutar de lazer, que quando praticado em conjunto com outras pessoas, proporciona harmonia, facilitando o entrosamento entre elas.

 

Apesar de que a animação turística não está só ligada ao turismo, e sim, a todo o grupo que venha reunir-se para uma pratica elaborada aonde venha trazer o prazer à harmonia como também um convívio social daquelas pessoas que buscam tranqüilidade. A animação está correlacionada à recreação que também devemos iniciar sobre o perfil do animador ou recreacionista.

 

 

O perfil do animador turístico ou recreador.

 

Quem atua nesta área, precisa ser dinâmico, simpático, educado, ter boa comunicação, ser prestativo e acima de tudo ser “humano” e sempre demonstrar bom senso para com as pessoas que o cercam. É importante ter o animador de lazer nos hotéis, pois tanto os idosos, adultos e crianças precisam do seu carinho, dedicação, atenção e cuidados diferenciados porque são pessoas que procuram se hospedar no hotel devido ao tratamento oferecido pelos animadores de lazer, eles se sente mais tranqüilos e calmos com a dedicação que o animador tem para com eles.

 

Para ser um animador de lazer, este profissional precisa é especializar, fazer cursos e gostar muito da profissão que escolheu e gostar de estar junto com pessoas e fazer com que elas se sintam bem à vontade.

A recreação oferece às pessoas diversos tipos de atividades, o mais importante é oferecer brincadeiras que despertem a curiosidade e a imaginação dos interessados. Para isso, há diferentes profissionais que podem ser envolvidos, tais como:

 

Monitor de lazer: é um auxiliar muito importante que apóia o animador na realização das atividades, sua atividade é anotar os resultados, fiscalizar a participação e cuidar da prática de esportes.

 

Animador de lazer: é aquele animador que de certa forma vende prazer e oferece oportunidades para a realização de sonhos e ideais, cuida da animação; geralmente está no microfone, faz papel de apresentador e geralmente é o coordenador das equipes em hotéis.

 

Recreador: aquele que executa as atividades, explica, organiza e as conduz;

 

 A imaginação faz com que o animador desenvolva rapidamente uma atividade, intuindo o resultado a que pode chegar; precisa saber aproveitar os participantes de maneira que eles possam ajudar, falando sobre os seus gostos e vontades, dessa forma o animador elabora uma atividade de acordo com a necessidade dos integrantes. Criatividade é fundamental para ser um animador.

O animador turístico precisa saber trabalhar em grupos, procurar incentivar as pessoas a exteriorizar suas capacidades e o potencial que cada um tem dentro de si.

Dedicar-se ao que faz é importante para o seu desenvolvimento profissional, estar com todas as obrigações e deveres prontos significa que é uma pessoa responsável no que faz.

Comunicar-se bem é fundamental e ouvir idéias e opiniões do cliente faz com que aprenda a cultura da outra pessoa, além de promover a socialização pretendida nestas atividades. Este profissional precisa estar sempre se qualificando para levar propostas inovadoras à empresa que utiliza seus serviços.

 

Em sua pesquisa, o autor Nelson Carvalho Marcellino, define que os principais requisitos de um profissional são:

Formação, Informação, Comportamento e Atitude, Atualização, Imaginação e Intuição, Criatividade, Cooperativismo, Dedicação, Comunicação e Auto Formação Permanente. O profissional do lazer não deve necessariamente ser formado em algum curso superior. A formação superior é desejável, mas não imprescindível. E também não deve ser formado por algum curso superior específico. Porém, a formação universitária pode contribuir para sua capacitação profissional e para um melhor desempenho. Alguns cursos são interessantes, nesse caso (turismo, educação artística, educação física, sociologia, pedagogia). (2001, p. 125 e 127).

Segundo esse autor, o profissional de recreação e lazer necessariamente não precisa ter uma qualificação profissional em curso superior para desenvolver este trabalho, mas a idéia é discutível, pois se entende que somente um curso de técnico em animação e educador do lazer, não seja o suficiente para aprender e trabalhar como animador turístico em hotéis, pousadas e acampamentos entre outros com a qualidade que se exige. Ter uma formação superior torna-o o indivíduo mais bem preparado e apto a desempenhar um ótimo trabalho nas empresas contratantes, pois recebe formação mais ampla, dessa forma gerando mais credibilidade no desempenho das atividades. A conclusão de um curso superior, não importa qual seja a carreira escolhida, é sonho da maioria das pessoas desse país as quais buscam ter conhecimentos mais aprofundados e assim trabalhar com mais valorização, também financeira. Para quem se identifica com recreação e lazer, a Faculdade de Turismo, Educação Física, Pedagogia, Sociologia são os cursos indicados e que muito podem contribuir para a formação de animadores turísticos, garantindo solidez e eficiência no desempenho de serviços de animação turística.

 

 

Animar é trabalhar em conjunto com as pessoas, estimulando o interesse deles em expressar seus sentimentos, idéias e curiosidades, o isolamento só vem a prejudicar as pessoas muitos viajam com interesse de conhecer diversos locais e se divertir e por essa razão, o animador turístico tem oportunidade de se fazer presente e contribuir oferecendo situações de diversão.

 

O animador é preparado profissionalmente para promover competições e concursos que exigirão o domínio de conhecimentos gerais. Dessa forma, ele pode organizar programas como: brincadeiras musicais, hidroginástica, jogos de piscina, adivinhações, show de calouros (karaokê), entre outros. Deve estar preparado para atender as necessidades do cliente. Como percebemos no texto, o animador não é um simples animador de brincadeiras, ele precisa ser culto, intelectual, habilidoso e preparado para criar uma participação ativa e permanente durante a realização de uma viagem ou em alguma atividade de grupo.

 

Segundo Cavallari(2007)

 

 O animador é aquele que tem contato direto e restrito com o publico participante com as atividades lúdicas, tendo com características importantes para um bom desenvolvimento do trabalho do animador: ser comunicativo, simpático, alegre, maleável, perpiscaz, divertido brincalhão, sabendo respeitar os limites.

 

De acordo com este mesmo autor, o profissional na área de lazer no campo turístico, tem que tomar alguns cuidados com a sua postura profissional:

 

·   O animador não deve ter atitude semelhante à do participante, mantendo-se acima de qualquer suspeita;

 

·   Preocupar-se com sua atitude em termos de sua postura física (andar senta-se, postura á mesa, falar pausadamente para que as pessoas o compreendam etc.).

 

·   Cuidar da vestimenta, usando trajes bem apresentáveis de acordo como momento;

 

·    Observar sua aparência pessoal (cabelo, barba, unhas.)

 

·   Adequar sua linguagem oral, escrita ao publico e a situação, evitando excesso de gírias e palavrões, e apelidos.

 

·   O consumo de cigarro e bebidas, normalmente é mal visto pelos participantes, principalmente a classe idosa; Assim deverão ser evitados em qualquer quantidade e qualquer circunstancia.

 

·    O animador deve evitar qualquer relacionamento intimo com os participantes, mesmo que o participante insista em um relacionamento mais profundo e sempre ter cuidado quando se trabalha com crianças e adolescentes.

 

·  Evitar o excesso de atenção a alguns grupos (mais carismáticos) deixando outros em segundo plano. Todos os participantes devem ser tratados igualmente, sem que haja distinção entre eles.

 

·  Estar sempre na medida do possível para atender a todos os participantes.

 

· Evitar comentários desnecessários sobre o comportamento ou atitudes das pessoas em geral.

 

Estes conceitos em que o autor relata, não só ser para um animador, mas qualquer profissão que se trabalha com crianças adolescente e principalmente com grupos de outros estados que são de culturas diferentes de cada profissional. Cabe ao profissional ter um conhecimento da postura de cada participante ou grupos de participantes.

 

Currículo do autor

* Graduado em Educação Física Escolar – universidade de Federal de Sergipe.

* Especialista em Educação Física Escolar-universidade Tiradentes

* Professor da rede pública e particular na área de recreação e educação física escolar na cidade de Aracaju-Se.

* Funcionário do Hotel Parque dos Coqueiros – Aracaju – Setor de Esporte e lazer na qualidade de recreador de julho de 1986 a 1990.

* recreador em festas infantis no período de 1991 a1995.

* Palestra proferida no curso de Turismo do CEFET-SE na disciplina animação e recreação, sobre o tema “Recreação e Lazer em Eventos Turísticos” em 02 de junho 2005 na cidade de Aracaju-Se.

* ministrante de oficina (animação turística- uma proposta viável) para alunos do curso de turismo na disciplina recreação na hotelaria do CEFET- Aracaju em 14/07/2008.

e-mail: professorluizantonio@ibest.ccom.br

tio batata

 

Bibliografia Sugerida:

BARBOSA, Zilah Torres.  Animação turística. 3ªedição, São Paulo: Roca. 2004

BORGES, Giovanna Leal Dinâmica de grupo redescobrindo valores 7ªedição, editora vozes 2004

____________________ Dinâmica de grupo crescimento e integração 3edição, editora vozes 2003

CAVALLARI, Vinicius Ricardo, Vany Zacharias. Trabalhando com recreação. 9ªed São Paulo:Ícone,2007.

CIVITATE, Hector Pedro. Jogos recreativos para clubes, academias, hotéis, acampamentos, spas,colônias de férias.Rio de Jane iro, SPRINT,1999.

______________________ Acampamento: organização e atividades, Rio de Jane iro, SPRINT, 2000

FERREIRA, Solange Lima. Atividade recreativa para dia de chuva. Rio de Jane iro: SPRINT,1999.

FERREIRA, Solange. O profissional de recreação e lazer: a importância de sua ação nas empresas turísticas. Trabalho de conclusão no curso de turismo da FASIP-Faculdade de Sinop MT 2006.

FRITZEN, Jose Silvino. Dinâmica de recreação e Jogos. 26ªedição, editora vozes 2004

__________________.Exercícios práticos de dinâmica de grupo.volume 1,8ªedição, editora vozes 1986.

__________________.Exercícios práticos de dinâmica de grupo.volume 2,8ªedição, editora vozes 1986.

__________________Treinamento de lideres voluntários 9ªedição, editora vozes 2000.

MARCELLINO, Nelson carvalho. Repertorio de atividades de recreação e lazer para hotéis, acampamentos, prefeitura, clubes e outros. 2ªedição, Papirus, 2003

__________Lazer recreação Repertório de atividades por fases da vida. Campinas São Paulo, Papirus, 2006

__________ Lazer recreação Repertório de atividades por ambientes. Campinas São Paulo, Papirus, 2007.

MIAN, Robson. Turismo: atividades para recreação e lazer São Paulo: texto Novo 2004

_____________ Gincana cultural: 1001 perguntas e respostas, São Paulo: texto Novo, 2005.

MIRANDA, Simão de. 101atividades recreativa para grupos em viagem de turismo Campinas São Paulo, Papirus, 2001.

MILITÃO, Albigenor&Rose.Jogos, Dinâmicas &Vivencias grupais.Rio de Janeiro:Qualiymark editora 2000.

_______________________ S.O.S. Dinâmicas de grupo. Rio de Janeiro: editora Qualiymark  1999.

SILVA, Elizabeth Nascimento. Recreação na sala de aula-1ª a 4ª série. Rio de Janeiro, 3ªedição:SPRINT,2000.

_______________________. Recreação na sala de aula-5ª a 8ª série. Rio de Janeiro, 3ªedição :SPRINT,2000.

 

Pessoal segue mais um texto publicado sobre Recreação e Lazer.

 

http://www.unicamp.br/fef/publicacoes/conexoes/v1n2/2_reflexoes.pdf

 

Abraços

 

Claudio Woidella

Planeta Lazer Eventos e Recreação Ltda

www.planetalazer.com.br

Serviço de Lazer no Hotel 

Conforme Cantareli (2000), as novas exigências do homem urbano e o contexto atual vivido, aliado à necessidade de repouso, recreação e entretenimento, despertam o mercado hoteleiro para uma nova tendência:

O surgimento de hotéis de lazer, que tem por norma a identificação com o caráter, as peculiaridades e a cultura regional dos locais onde os mesmo se instalam. Surgi à necessidade de hotéis cada vez mais diferenciados, tanto nos serviços quanto nas atividades que oferecem ao hóspede, fazendo-o afastar-se da rotina turbulenta dos grandes centro urbanos e “esquecer-se” dos seus hábitos cotidianos rigorosos, delineados pelos compromissos e pela fixação dos horários.

Já Negrine (2001), comenta que o serviço de lazer engloba mais uma alternativa de lazer que a hotelaria pode oferecer aos seus usuários. O serviço de lazer na rede hoteleira deve ser pensado e planejado como os demais serviços desse ramo de atividade. O sucesso empresarial nos tempos atuais está diretamente relacionado à qualidade dos serviços que se oferece, associado às alternativas que se coloca a disposição do usuário. Esse aspecto constitui-se na premissa básica que deve nortear o pensamento do empresário a investir nesse tipo de empreendimento.

 

Segundo Negrine (2001) os objetivos do serviço de lazer hoteleiro é oferecer entretenimento e descontração aos hóspedes, pois ele acredita que quando as pessoas se sentem bem num determinado local, tornam-se mais disponíveis e ampliam consideravelmente suas relações interpessoais, dando um significado todo especial àqueles momentos, procurado revivê-los sempre que possível, já que há tendência no comportamento humano de reviver tudo o que causa prazer.

Camargo (1998) afirma:

a maior demanda de mão de –obra ocorre nas férias e feriados prolongados, criando uma ocupação própria, nem sempre bem remunerada. Apenas recentemente os hotéis de lazer se deram conta da importância do setor. À medida que a percepção da importância da animação como instrumento de marketing dos hotéis for se firmando, é de se esperar a oferta de ocupações fixas e mais bem remuneradas. (CAMARGO, 1998, p.135).  

Cantareli (2000) acredita que os serviços de lazer oferecidos ao hóspede devem procurar abarcar os mais variados conteúdos programáticos (trabalhos manuais, artísticos, sociais, físico-desportivos, intelectuais e turísticos), podendo ser agrupadas de acordo com as suas funções, em espaços próprios, no interior da edificação do hotel ou nas suas adjacências, ao ar livre, em contato com a natureza.

Negrine (2001) quando faz uma definição dos objetivos do lazer hoteleiro abordando de forma genérica, independente da faixa etária a que se destina uma determinada programação, define como estes os objetivos:

·        Informar aos hóspedes as alternativas de lazer e recreação que o hotel oferece;

·        Buscar participação livre e espontânea dos hóspedes nas atividades oferecidas;

·        Facilitar e ampliar a comunicação entre as pessoas

·        Criar um clima lúdico, descompromissado de juízo de valor, sem discriminação de idade, sexo ou raça;

·        Permitir uma avaliação permanente dos serviços oferecidos.

Equipamentos de lazer 

Os equipamentos de lazer se dividem em duas nomenclaturas ou classificação que são: específico e não-específico (TURINI, 2001; MARCELLINO, 1996).

 Segundo as características físicas dos equipamentos, seu oferecimento e sua demanda, e adotando a nomenclatura e a classificação empregadas por Camargo (1985), estes aparecem como específicos e não-específicos aos objetivos a que se destinam, geralmente sob comando de alguma instituição, organização ou grupo social. As organizações que oferecem o equipamento podem ser públicas, privadas ou mistas. (TURINI, 2001, p.113). 

Segundo Marcellino (1996), os espaços especialmente concebidos para a prática das várias atividades de lazer. São chamados de equipamentos específicos.

Um teatro e um cinema são exemplos de micro equipamentos especializados em lazer, denominação que advém das suas dimensões, quase sempre reduzidas, e pelo fato de atenderem, de forma prioritária, a um dos conteúdos culturais do lazer. 

Já um centro comunitário, ou cultural e esportivo, como são chamados alguns equipamentos, pelos mesmos critérios de tamanho e atendimento único ou diversificado aos interesses no lazer, recebem a denominação de equipamento médio.

Além desses, segundo Camargo (1986) podem ser classificados pelo porte e pela finalidade, os macros equipamentos polivalentes – grandes parques obrigando construções variadas, por exemplo, os equipamentos de turismo social, urbanos e não urbano caso dos camping, colônias de férias, etc.

Já Turini (2001), visualiza as formar existentes dos equipamentos quanto à sua dimensão física de espaço e suas finalidades programáticas, como segue:

Equipamentos especializados: são equipamentos destinados a atender uma programação especializada, ou uma faixa de interesses culturais específicos. Um exemplo comum existente no mercado atual é a academia de ginástica, tem sua programação voltada para um segmento dos interesses socioculturais da clientela. Estruturada sobre modalidade específica de animação; como podemos citar os parques aquáticos, concebidos sobre as possibilidades de animação com o elemento água, localização em áreas urbanas, de grande concentração populacional, e geralmente com características comerciais, seu atendimento durante os dias da semana, período integral (manhã, tarde e noite), público delimitado pelo interesse e pela localização do equipamento, já a composição compõe geralmente de uma quantidade limitada de instalações para atividades. Exemplos de equipamentos especializados: teatros, auditórios, cinemas, academias de ginástica, centro esportivos voltados para um interesse específico, bibliotecas, campos de golfe.

Equipamentos polivalentes: esses se subdividem em dois, os de dimensões e capacidade médias e equipamentos polivalentes grandes. O conceito de dimensões e capacidade média são equipamentos destinados a receber uma programação diversificada, ou para atender variados interesses socioculturais.

 Os equipamentos polivalentes médios possuem dimensões e capacidade para receber até 2500 pessoas/dia, nas atividades permanentes, e até 5000 pessoas simultaneamente, em eventos especiais ou finais de semana. Sua programação é com atividades permanentes, temporárias e eventuais diversificadas segundo o público e interesses culturais. A localização deste equipamento é preferencialmente em áreas urbanas próximas ao centro da cidade, ou em regiões comerciais. O atendimento acontece durante os dias da semana, período integral, e com ênfase nos fins de semana, sua composição tem varias instalações para atividades, diversificadas por interesses socioculturais, por público e por conteúdos, de dimensões e capacidade entre média e grande, conforme cada caso. Alguns exemplos de equipamentos polivalentes de dimensões e capacidade médias são: centros culturais em geral, quando associam instalações diversificadas – teatro, áreas de exposições, biblioteca, centro poliesportivos em geral, parques urbanos.

Agora o conceito de equipamentos polivalentes grandes é todo equipamento destinado a atendimento em massa, em uma programação diversificada, abrangendo variados interesses socioculturais, com instalação de grandes dimensões e grande capacidade. Sua programação é permanente, temporária e de eventos, amplamente diversificada segundo o público e interesses. Localizados preferencialmente em região importante de um estado ou de uma grande cidade, porém pode também se localizar em regiões da periferia das cidades. Devido às dimensões do terreno necessário. O atendimento em geral acontece nos fins de semana, principalmente em grandes eventos. Recebe público de toda uma cidade, ou de uma região do estado.A composição varia conforme interesse socioculturais, conteúdos e públicos, (regional, estadual, ou nacional). Alguns exemplos são, parques em escala regional, estadual ou nacional, parques temáticos, parques ecológicos, reservas ecológicas, grandes parques aquáticos com instalações diversificadas, grandes parques urbanos, clubes de campo.

Equipamentos de Turismo: São equipamentos destinados a programações turísticas em geral, associando hospedes e atividades recreativas. A programação vai além das programações típicas de hotelaria (recepção, hospedagem e alimentação). Sua localização se dá preferencialmente em áreas de interesse turístico, pelas características geográfico-naturais e ou histórico-culturais. O atendimento em geral acontece em temporadas de férias, em feriados e nos fins de semana, ou nos períodos de pacotes turísticos programados, o público genericamente o mais amplo, pois pode abranger do estado, do país até do exterior. Os equipamentos de turismo são compostos de instalações para hospedagem, para alimentação e instalações para atividades de lazer, de preferência diversificadas. Alguns exemplos desse tipo de equipamento são: hotéis de lazer, resort, colônias de férias, grandes parques em escala regional, estadual e nacional, quando têm unidade de hospedagem, camping, acampamentos, pousadas em locais retirados, pousadas em cidades turísticas.

Existe também os equipamentos não-específicos, segundo Marcellino (1996) e Turini (2001), significa um ambiente que foi planejado e construído para uma determinada finalidade específica, que não o lazer, mas que pode ter a sua apropriação ampliada para outras atividades, sendo entendido então um espaço possível de fruição do lazer em momentos do tempo de nossa existência pessoal e de nossas interações sociais. Alguns exemplos são a rua, a casa, o bar, a escola e até mesmo o local de trabalho. No trabalho várias instalações podem ser utilizadas como equipamentos de lazer, dependendo da maneira como o local é administrado fora do horário de produção, nos tempos de pausa obrigatórias, o horário de termino de expediente e nos intervalos de turnos.

   Hotéis  Classificações de Hotéis: 

Segundo Andrade (2001), os tipos de hotéis podem ser definidos:

·        Conforme o padrão e as características das suas instalações, ou seja, o grau de conforto, a qualidade dos serviços e os preços. A Embratur e a ABIH (Associação Brasileira da Industria de Hotéis) classificam os hotéis dessa maneira. Esse tipo de classificação pretende informar ao público os níveis de conforto, os preços e os serviços oferecidos; orientar investidores e empresários; constituir instrumento de política de incentivo às atividades turísticas, etc.

·        Conforme sua localização: hotéis de cidade, de praia, de montanha, de aeroporto, etc.

·        Conforme sua destinação: hotéis de turismo, negócios, lazer, cassino, convenções, econômicos, etc.

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