O que é Recreação e Lazer ???


Pessoal segue mais um texto publicado sobre Recreação e Lazer.

 

http://www.unicamp.br/fef/publicacoes/conexoes/v1n2/2_reflexoes.pdf

 

Abraços

 

Claudio Woidella

Planeta Lazer Eventos e Recreação Ltda

www.planetalazer.com.br

Serviço de Lazer no Hotel 

Conforme Cantareli (2000), as novas exigências do homem urbano e o contexto atual vivido, aliado à necessidade de repouso, recreação e entretenimento, despertam o mercado hoteleiro para uma nova tendência:

O surgimento de hotéis de lazer, que tem por norma a identificação com o caráter, as peculiaridades e a cultura regional dos locais onde os mesmo se instalam. Surgi à necessidade de hotéis cada vez mais diferenciados, tanto nos serviços quanto nas atividades que oferecem ao hóspede, fazendo-o afastar-se da rotina turbulenta dos grandes centro urbanos e “esquecer-se” dos seus hábitos cotidianos rigorosos, delineados pelos compromissos e pela fixação dos horários.

Já Negrine (2001), comenta que o serviço de lazer engloba mais uma alternativa de lazer que a hotelaria pode oferecer aos seus usuários. O serviço de lazer na rede hoteleira deve ser pensado e planejado como os demais serviços desse ramo de atividade. O sucesso empresarial nos tempos atuais está diretamente relacionado à qualidade dos serviços que se oferece, associado às alternativas que se coloca a disposição do usuário. Esse aspecto constitui-se na premissa básica que deve nortear o pensamento do empresário a investir nesse tipo de empreendimento.

 

Segundo Negrine (2001) os objetivos do serviço de lazer hoteleiro é oferecer entretenimento e descontração aos hóspedes, pois ele acredita que quando as pessoas se sentem bem num determinado local, tornam-se mais disponíveis e ampliam consideravelmente suas relações interpessoais, dando um significado todo especial àqueles momentos, procurado revivê-los sempre que possível, já que há tendência no comportamento humano de reviver tudo o que causa prazer.

Camargo (1998) afirma:

a maior demanda de mão de –obra ocorre nas férias e feriados prolongados, criando uma ocupação própria, nem sempre bem remunerada. Apenas recentemente os hotéis de lazer se deram conta da importância do setor. À medida que a percepção da importância da animação como instrumento de marketing dos hotéis for se firmando, é de se esperar a oferta de ocupações fixas e mais bem remuneradas. (CAMARGO, 1998, p.135).  

Cantareli (2000) acredita que os serviços de lazer oferecidos ao hóspede devem procurar abarcar os mais variados conteúdos programáticos (trabalhos manuais, artísticos, sociais, físico-desportivos, intelectuais e turísticos), podendo ser agrupadas de acordo com as suas funções, em espaços próprios, no interior da edificação do hotel ou nas suas adjacências, ao ar livre, em contato com a natureza.

Negrine (2001) quando faz uma definição dos objetivos do lazer hoteleiro abordando de forma genérica, independente da faixa etária a que se destina uma determinada programação, define como estes os objetivos:

·        Informar aos hóspedes as alternativas de lazer e recreação que o hotel oferece;

·        Buscar participação livre e espontânea dos hóspedes nas atividades oferecidas;

·        Facilitar e ampliar a comunicação entre as pessoas

·        Criar um clima lúdico, descompromissado de juízo de valor, sem discriminação de idade, sexo ou raça;

·        Permitir uma avaliação permanente dos serviços oferecidos.

Equipamentos de lazer 

Os equipamentos de lazer se dividem em duas nomenclaturas ou classificação que são: específico e não-específico (TURINI, 2001; MARCELLINO, 1996).

 Segundo as características físicas dos equipamentos, seu oferecimento e sua demanda, e adotando a nomenclatura e a classificação empregadas por Camargo (1985), estes aparecem como específicos e não-específicos aos objetivos a que se destinam, geralmente sob comando de alguma instituição, organização ou grupo social. As organizações que oferecem o equipamento podem ser públicas, privadas ou mistas. (TURINI, 2001, p.113). 

Segundo Marcellino (1996), os espaços especialmente concebidos para a prática das várias atividades de lazer. São chamados de equipamentos específicos.

Um teatro e um cinema são exemplos de micro equipamentos especializados em lazer, denominação que advém das suas dimensões, quase sempre reduzidas, e pelo fato de atenderem, de forma prioritária, a um dos conteúdos culturais do lazer. 

Já um centro comunitário, ou cultural e esportivo, como são chamados alguns equipamentos, pelos mesmos critérios de tamanho e atendimento único ou diversificado aos interesses no lazer, recebem a denominação de equipamento médio.

Além desses, segundo Camargo (1986) podem ser classificados pelo porte e pela finalidade, os macros equipamentos polivalentes – grandes parques obrigando construções variadas, por exemplo, os equipamentos de turismo social, urbanos e não urbano caso dos camping, colônias de férias, etc.

Já Turini (2001), visualiza as formar existentes dos equipamentos quanto à sua dimensão física de espaço e suas finalidades programáticas, como segue:

Equipamentos especializados: são equipamentos destinados a atender uma programação especializada, ou uma faixa de interesses culturais específicos. Um exemplo comum existente no mercado atual é a academia de ginástica, tem sua programação voltada para um segmento dos interesses socioculturais da clientela. Estruturada sobre modalidade específica de animação; como podemos citar os parques aquáticos, concebidos sobre as possibilidades de animação com o elemento água, localização em áreas urbanas, de grande concentração populacional, e geralmente com características comerciais, seu atendimento durante os dias da semana, período integral (manhã, tarde e noite), público delimitado pelo interesse e pela localização do equipamento, já a composição compõe geralmente de uma quantidade limitada de instalações para atividades. Exemplos de equipamentos especializados: teatros, auditórios, cinemas, academias de ginástica, centro esportivos voltados para um interesse específico, bibliotecas, campos de golfe.

Equipamentos polivalentes: esses se subdividem em dois, os de dimensões e capacidade médias e equipamentos polivalentes grandes. O conceito de dimensões e capacidade média são equipamentos destinados a receber uma programação diversificada, ou para atender variados interesses socioculturais.

 Os equipamentos polivalentes médios possuem dimensões e capacidade para receber até 2500 pessoas/dia, nas atividades permanentes, e até 5000 pessoas simultaneamente, em eventos especiais ou finais de semana. Sua programação é com atividades permanentes, temporárias e eventuais diversificadas segundo o público e interesses culturais. A localização deste equipamento é preferencialmente em áreas urbanas próximas ao centro da cidade, ou em regiões comerciais. O atendimento acontece durante os dias da semana, período integral, e com ênfase nos fins de semana, sua composição tem varias instalações para atividades, diversificadas por interesses socioculturais, por público e por conteúdos, de dimensões e capacidade entre média e grande, conforme cada caso. Alguns exemplos de equipamentos polivalentes de dimensões e capacidade médias são: centros culturais em geral, quando associam instalações diversificadas – teatro, áreas de exposições, biblioteca, centro poliesportivos em geral, parques urbanos.

Agora o conceito de equipamentos polivalentes grandes é todo equipamento destinado a atendimento em massa, em uma programação diversificada, abrangendo variados interesses socioculturais, com instalação de grandes dimensões e grande capacidade. Sua programação é permanente, temporária e de eventos, amplamente diversificada segundo o público e interesses. Localizados preferencialmente em região importante de um estado ou de uma grande cidade, porém pode também se localizar em regiões da periferia das cidades. Devido às dimensões do terreno necessário. O atendimento em geral acontece nos fins de semana, principalmente em grandes eventos. Recebe público de toda uma cidade, ou de uma região do estado.A composição varia conforme interesse socioculturais, conteúdos e públicos, (regional, estadual, ou nacional). Alguns exemplos são, parques em escala regional, estadual ou nacional, parques temáticos, parques ecológicos, reservas ecológicas, grandes parques aquáticos com instalações diversificadas, grandes parques urbanos, clubes de campo.

Equipamentos de Turismo: São equipamentos destinados a programações turísticas em geral, associando hospedes e atividades recreativas. A programação vai além das programações típicas de hotelaria (recepção, hospedagem e alimentação). Sua localização se dá preferencialmente em áreas de interesse turístico, pelas características geográfico-naturais e ou histórico-culturais. O atendimento em geral acontece em temporadas de férias, em feriados e nos fins de semana, ou nos períodos de pacotes turísticos programados, o público genericamente o mais amplo, pois pode abranger do estado, do país até do exterior. Os equipamentos de turismo são compostos de instalações para hospedagem, para alimentação e instalações para atividades de lazer, de preferência diversificadas. Alguns exemplos desse tipo de equipamento são: hotéis de lazer, resort, colônias de férias, grandes parques em escala regional, estadual e nacional, quando têm unidade de hospedagem, camping, acampamentos, pousadas em locais retirados, pousadas em cidades turísticas.

Existe também os equipamentos não-específicos, segundo Marcellino (1996) e Turini (2001), significa um ambiente que foi planejado e construído para uma determinada finalidade específica, que não o lazer, mas que pode ter a sua apropriação ampliada para outras atividades, sendo entendido então um espaço possível de fruição do lazer em momentos do tempo de nossa existência pessoal e de nossas interações sociais. Alguns exemplos são a rua, a casa, o bar, a escola e até mesmo o local de trabalho. No trabalho várias instalações podem ser utilizadas como equipamentos de lazer, dependendo da maneira como o local é administrado fora do horário de produção, nos tempos de pausa obrigatórias, o horário de termino de expediente e nos intervalos de turnos.

   Hotéis  Classificações de Hotéis: 

Segundo Andrade (2001), os tipos de hotéis podem ser definidos:

·        Conforme o padrão e as características das suas instalações, ou seja, o grau de conforto, a qualidade dos serviços e os preços. A Embratur e a ABIH (Associação Brasileira da Industria de Hotéis) classificam os hotéis dessa maneira. Esse tipo de classificação pretende informar ao público os níveis de conforto, os preços e os serviços oferecidos; orientar investidores e empresários; constituir instrumento de política de incentivo às atividades turísticas, etc.

·        Conforme sua localização: hotéis de cidade, de praia, de montanha, de aeroporto, etc.

·        Conforme sua destinação: hotéis de turismo, negócios, lazer, cassino, convenções, econômicos, etc.

Conceito de lazer  

Dumazedier (2001) afirma que lazer é um conjunto de ocupações ás quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade, seja para repousar, seja divertir-se, recrear-se e entreter-se, ou ainda para desenvolver sua informação ou formação desinteressada, sua participação social voluntária ou sua livre capacidade criadora após livrar-se ou desembaraçar-se das obrigações profissionais, familiares e sociais.

O lazer, portanto, opõe-se a obrigações. Segundo Dumazedier (2001, p.52), “não subsiste qualquer dúvida de serem classificadas como opostas ao lazer”, as atividades seguintes:

- O trabalho profissional;

- O trabalho suplementar ou trabalho de complementação;

- Os trabalhos domésticos (arrumação da casa, a parte diretamente utilitária da criação de animais destinados à alimentação, da bricolagem e da jardinagem).Atividades de manutenção (as refeições, os cuidados higiênicos como corpo, o sono).As atividades rituais ou ligadas ao cerimonial, resultantes de uma obrigação familiar, social ou espiritual (visitas oficiais, aniversários, reuniões políticas, ofícios religiosos).As atividades ligadas aos estudos interessados (círculos e cursos preparatórios de um exame escolar ou profissional).

Segundo Dumazedier (2001), o lazer se exerce no tempo à margem das obrigações sociais. Esse tempo varia de acordo com a forma e intensidade de engajamento do indivíduo nas obrigações. Assim temos:

 

·        Tempo liberado-tempo que resta após o cumprimento das obrigações profissionais;

·        Tempo livre-tempo que resta após todo o tipo de obrigações;

·        Tempo inocupado-tempo daqueles que não têm ocupações profissionais.

 

Por outro lado, o lazer possui um conjunto de propriedades e características, as quais preencherão uma série de funções. Quando nem todas as características estão presentes, acontece aquilo que Dumazedier (2001) chamou de similazer, ou seja, uma atividade mista onde o lazer se mistura a uma obrigação institucional. Isso acontece, por exemplo, quando um praticante de jardinagem planta também algumas verduras para a sua alimentação; quando se usa uma habilidade manual para fazer reparos nos equipamentos domésticos, etc.

 

Marcellino (1996) afirma que não existe um consenso sobre o que seja lazer entre os estudiosos do assunto, ou entre os técnicos que atuam nessa área, e muito menos em nível da população em geral. O fato, que traz dificuldades para abordagens do tema, programação das atividades e sua difusão, indica também que se trata de um termo carregado de preferências e juízos de valor.

 

O autor coloca que as diferenças acentuadas quanto ao significado da palavra lazer podem ser observadas até mesmo nas conversas informais. Grande parte da população ainda associa o lazer às atividades recreativas, ou a eventos de massa, talvez pelo fato de que a palavra tenha sido largamente utilizada nas promoções de instituições com atuação dirigida ao grande publico, assim tudo isso contribuiu para que se acabe tendo uma visão imparcial e limitada das atividades de lazer, restringindo o seu âmbito e dificultando o seu entretenimento. Marcellino (1996) entende que além do descanso e do divertimento há outra possibilidade de ocorrer o lazer, e, normalmente, não é perceptível. Trata-se do desenvolvimento pessoal e social que o lazer enseja. No teatro, no turismo, na festa, etc., estão presentes oportunidades privilegiadas, porque espontaneamente, de tomada de contato, percepção e reflexão sobre as pessoas e as realidades nas quais estão inseridas.

Assim Marcellino (1996) afirma que não é possível se entender o lazer isoladamente, ele influencia e é influenciado por outras áreas de atuação numa relação dinâmica.

 Marcellino (1996), coloca que a admissão da importância do lazer na vida moderna significa considerá-lo um tempo privilegiado para a vivência de valores que contribuam para mudanças de ordem moral e cultural, tais mudanças são necessárias para a implantação de uma nova ordem social. O movimento ecológico, de jovens, de mulheres, tem alicerçado muito seus valores com base na vivência e na reivindicação pela vivência do tempo de lazer.

            Entre os autores que se dedicam ao estudo do lazer, podem ser identificadas duas linhas de pensamentos quanto à sua conceituação. Uma delas caracteriza-se pela ênfase no aspecto atitude – isto é, lazer como estilo de vida – e a outra pela ênfase no aspecto tempo, aquele liberado das obrigações do trabalho, ou livres das demais obrigações. (STOPPA, 1999).

 

[...] conjunto de ocupações às quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade, seja para repousar, seja para divertir-se, recrear-se e entrerter-se ou ainda para desenvolver sua formação desinteressada, sua participação social voluntária, ou sua livre capacidade criadora, após livrar-se ou desembaraçar-se das obrigações profissionais, familiares e sociais.(DUMAZEDIER, 1973, p.34).

           

Stoppa (1999) fala que alguns outros autores fazem críticas à referida definição, considerando que a compreensão de Dumazedier sobre lazer é insatisfatória. Stoppa (1999 apud FALEIROS, 1980), em seu texto “repensando o lazer”, onde ela tece várias considerações importantes, afirma que Dumazedier, ao tentar esgotar aquilo que considera lazer, não consegue apanhar a dinâmica social que se encontra nas manifestações das atividades de lazer. Para a autora, a explicação de Dumazedier sobre o lazer se faz por meio da estrutura lógica do funcionalismo, que, segundo ela, é um instrumento que ao mesmo tempo em que satisfaz necessidades, cria outra.

Fonte: TCC – Claudio Woidella

PROFISSIONAL DE RECREAÇÃO: RECREADOR, BRINQUEDISTA, PEDAGOGO LÚDICO OU LUDOTECÁRIO? 1 DENOMINAÇÃO USA PARA  PROFISSIONAL DE RECREAÇÃO São varias as denominações utilizadas para designar o profissional desta área, Negrine, A., (2001, p.49), utiliza a palavra recreador para a pessoa que tem a função de desenvolver programas lúdicos, mas também fala que outras denominações podem ser utilizadas , como recreacionista, pedagogo lúdico ou brinquedista. Está ultima vem tomando corpo nos últimos anos, já que a Associação Gaúcha de Brinquedotecas – AGAB – vem se esforçando para criar no estado, curso de especialização para a formação de brinquedistas. Esse termo é equivalente a “ludotecários” utilizado na Espanha e em Portugual.Já os autores Cavallari, A. R.; Zacharias, V. (2000, p.18) comenta que todo o profissional envolvido com recreação é chamado de recreacionista. Porém, em situações diferentes, os recreacionistas assumem papéis diferentes, de acordo com as necessidades do momento: Animadores, Supervisores ou Técnicos em Recreação. O Animador é aquele que tem  o contato direto com o publico participante e com as atividades lúdicas desenvolvidas. O Supervisor é aquele que tem uma equipe de animadores sob seu controle e se torna elo de ligação entre os componentes da equipe e desta com o empreendedor.O Técnico em Recreação deve entender em pouco sobre comportamento humano, saber o que as pessoas esperam para a sua recreação, tendo visão organizacional e de planejamento e projetos, na intenção de ter uma visão de futuro a médio e longo prazo.

Marcellino, N. C. (1995, p.24) denomina o profissional de recreação como militante cultural, foi escolhida por ele por algumas razões. Uma delas, de ordem estritamente metodológica, diz a respeito ao fato de julgarmos necessária uma designação abrangente, ainda que excessivamente genérica, capaz de acolher ao mesmo tempo não apenas os diferentes profissionais do tempo livre, como também aqueles que se dedicam informal o voluntariamente à ação cultural, sem fazer disso um emprego ou uma profissão. Nesse sentido, militante pareceu para o autor o mais apropriado que animador, monitor, ou intrutor, que são categorias mais imediatas de uma ação específica e localizada, aparecendo frequentemente associadas a algum tipo de organização. Ainda que animador ou agente cultural tenham relativa abrangência, ele afirma que é mais fácil subordiná-los a uma designação ampla como militante que o inverso. O autor define militante cultural, como sendo todo aquele que realiza ações no plano da cultura, no tempo livre dos indivíduos, seja para estimulá-los à produção de bens culturais, seja para ampliar a sua participação na apropriação desses bens, tendo como motivação básica tanto o prazer de dedicar-se a algo com que se indentifica fortemente, quanto a valores pessoais que conferem à cultura papel importante para o desenvolvimento das pessoas, dos grupos, das comunidades e da sociedade em geral.   

2 AS OPÇÕES DE FORMAÇÃO

  

            Atualmente na recreação existem profissionais de diversas áreas atuando como recreador.  Como até hoje não existe uma formação específica para esta profissão, profissionais de Educação Física, Turismo, Pedagogia, Psicologia, Hotelaria, atuam nesta área, sem contar aqueles que nem formação possuem.

 Considerando os cursos de formação existentes no momento, no Brasil, tudo indica que os profissionais de Educação Física, principalmente aqueles oriundos cursos de licenciatura, apresentam perfil compatível para realizarem esse tipo de serviço. Geralmente, o curso de Educação Física além de se preocupar com a formação pedagógica do egressos, tem currículos fartos em termos de atividades práticas, como desporto, danças, ginástica e atividades recreativas de forma geral. (NEGRINE, A. , 2001,p.52)

              Camargo, L. O. de L., (1998, p.140) comenta que embora, as faculdades de Educação Física, Turismo, de Pedagogia, de serviço social vêm fornecendo estagiários e profissionais para a área, os currículos dessas escolas ainda é pequeno mas que aos poucos estão sendo incrementados.            O esforço por uma formação específica para esta área teve início somente no últimos anos. Graças ao esforço do Senac, a profissão de animador cultural e recreativo já foi chancelada pelo Conselho Estadual de Educação de São Paulo, e suas unidades já começaram a promover cursos técnicos na área.              

               

3 ÁREAS DE ATUAÇÃO DESTE PROFISSIONAL

                            As áreas de atuação  é muito diversificada, podendo atuar nas Escolas, Hotéis, Acampamentos, Acantonamento, DayCamp, Festas, Clubes, Empresas, Academias Desportivas, Navios, Onibus, Natureza.             

4 O PERFIL DO PROFISSIONAL DE RECREAÇÃO

             Negrine, A., (2001, p.53),  acredita que para exercer a função de recreador, a pessoa necessita ter desenvolvido algumas habilidades que traduzem o perfil do profissional, como: facilidade de estabelecer relações interpessoais; respeito à opinião dos outros; capacidade de tomar iniciativa; capacidade de ser mediador e ter espírito criativo.             Já Camargo, L. O. de L. (1998, p.141) cita algumas outras características entre elas estão: a polivalência cultural, com conhecimentos em diferentes campos de atuação e técnicas de trabalho, a capacidade de montar e coordenar equipes com profissionais de variada formação e origem. 5 O DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES LÚDICAS             O recreador é um grande desenvolvedor de atividades lúdicas, assim quis inserir em meu trabalho um pouco sobre o tipo de atividade que esse profissional desenvolve.A palavra “lúdico” vem do latim “ludus”, que significa brincar. Brincar significa divertir-se infantilmente, é entretenimento, passatempo ( SANTOS, S.M.P.dos, 1997, p.9).            Neste brincar estão incluídos jogos, brinquedos e divertimentos conhecidos pelas crianças, e estes também tem a função de educar ao passo que ela quando brinca com a realidade constrói um universo particular, levando-a a aprendizagem, ao conhecimento e compreensão do mundo.            Para Freire, J.B. (2001), a criança é uma especialista em brinquedos, e este tem um importante papel que é o de aperfeiçoar o acervo motor dando-lhe no futuro condições de cumprir exigências solicitadas pela escola.            A atividade lúdica na pré-escola estimula a criatividade, proporcionando prazer, descontração e autoconfiança.            Segundo Santos, S.M.P dos, (1997, p.20), as atividade lúdicas possibilitam o desenvolvimento integral da criança, já que através destas atividades a criança se desenvolve afetivamente, convive socialmente e opera mentalmente.

Prof. Maurício Leandro

 

ImageA recreação teve sua origem na pré-história, quando o homem primitivo se divertia festejando o início da temporada de caça, ou a habitação de uma nova caverna. As atividades se caracterizavam por festas de adoração, celebrações fúnebres, invocação de Deuses, com alegria, caracterizando assim um dos principais intuitos da recreação moderna, e também, o vencimento de um obstáculo.As atividades (jogos coletivos) dos adultos em caráter religiosas foram passadas de geração em geração às crianças em forma de brincadeiras.    O movimento da recreação sistematizada iniciou-se na Alemanha em 1774 com a criação do Philantropinum por J. B. Basedow, professor das escolas nobres da Dinamarca. Na Dinamarca, as atividades intelectuais ficavam lado a lado às atividades físicas, como equitação, lutas, corridas e esgrima.

   Na Fundação Philantropinum havia cinco horas de matérias teóricas, duas horas de trabalhos manuais, e três de recreação, incluindo a esgrima, equitação, as lutas, a caça, pesca, excursões e danças. A concepção Basedowiana contribuía para a execução de atividades a fim de preparação física e mental para as classes escolares maiores.
Contribuindo, Froebel criou os Jardins de Infância onde as crianças brincavam na terra.
Nos EUA o movimento iniciou em 1885 com a criação de jardins de areia pra as crianças se recrearem. Com o tempo, o espaço tornou-se pequeno visto que os irmãos mais velhos vinham também se recrearem nos jardins. Criavam-se então os Playgrounds em prédios escolares, chamados também de pátios de recreio.

   O 1º – HULL HOUSE – Chicago, em 1892. Área para jogos, aparelhos de ginástica e caixa de areia.

   Prevendo a necessidade de atender as diversas faixas etárias, foram criados os Centros Recreativos, que funcionavam o ano todo. Eram casas campestres com sala de teatro, de reuniões, clubes, bibliotecas e refeitórios. Havia estruturas semelhantes ao que temos hoje em dia: Caixas de areia, escorregadores, quadras e ginásio para ambos os sexos com vestiários e banheiros, balanços, gangorra, etc. Para orientação das atividades existiam os líderes especialmente treinados.

   Em 1906 foi criado um órgão responsável pela recreação, o Playground Association Of America , hoje mundialmente conhecido com NATIONAL RECREATION ASSOCIATION.

   O termo playground foi mudado para “recreação” devido à necessidade de atingir um público de diferente faixa etária, como os jovens e adultos. E devido a crescente importância do tempo de lazer dos indivíduos da sociedade.

   No Brasil a criação de praças públicas iniciou-se em 1927, no Rio Grande do Sul com o ProfºFrederico Guilherme Gaelzer. O evento chamava “ Ato de Bronze ”, onde foram improvisadas as mais rudimentares aparelhagens. Pneus velhos amarrados em árvores construíam um excelente meio de recreação para a garotada.
Em 1929, aparecem as praças para a Educação Física, orientadas por instrutores, pois não havia professores especializados.

   Surgia a partir daí, Centros Comunitários Municipais.

   Em 1972, foi criado o “ Projeto RECOM ” (Recreação – Educação – Comunicação), pelo prefeito Telmo Flores juntamente com o profº Gaelzer. Porto Alegre (a pioneira desse tipo de projeto), realizou atividades recreativas e físicas promovendo o aproveitamento sadio das horas de lazer e a integração do homem com sua comunidade.

   Funcionavam no RECOM uma Tenda de Cultura e um Carrossel de Cultura, desmontáveis e de fácil remoção. A Tenda é uma casa de espetáculos. O Carrossel foi criado para apresentações externas, espetáculos ao ar livre.

   Façamos a ressalva pela importância da recreação, a Alemanha, a introduzindo nas escolas e criando os parques infantis. Os EUA, criando os playgrounds equipados revolucionando a recreação pública. O Rio Grande do Sul pelo pioneirismo e a implantação do “ RECOM ” com a recreação móvel.

Ref. Bibliográfica:
GUERRA, Marlene. Recreação e Lazer.Porto Alegre, Sagra, 1988.
Texto:
Prof. Maurício Leandro – “Choquito” – CREF nº 03560 – G/BA

  • Prof. de Fund. Recreação e Lazer II – FACSUL – Itabuna / Bahia
  • Assessor de Eventos da Educação Física FACSUL – Itabuna / Bahia
  • Prof. de Estágios em Recreação e Lazer das Faculdades Integradas Montenegro – Ibicaraí / Bahia
  • Coordenador de Recreação da Cooperativa do Fitness – CDOF
  • Em breve Informações sobre o tema – Aguardem !!!!

    « Página anterior

    Seguir

    Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.